Sobre o livro
Quatro contos de terror de matar de medo.
NA HORA DE NOSSA MORTE:
Na pequena Vila Madalen, próxima ao Morro dos Ventos Rasantes, portando um megafone numa das mãos e uma bengala com a outra, acomodado sobre uma charrete, um misterioso forasteiro discursa sobre a morte: a morte é boa ou é ruim? ele questiona.
Os espectadores, meio anestesiados, como se estivessem sob o efeito de um hipnotista, o ouvem e com ele interagem, a medida em que são provocados. Enquanto isso, não muito distante dali, Cláudia desiste da morte, mas sem a mínima noção de como escapar do seu algoz.
Ao mesmo tempo que discursa sobre a morte, o forasteiro oferece o elixir da vida eterna, a um preço módico, apenas para cobrir os custos. Terão eles a tão sonhada vida eterna? E Cláudia, escapará da morte?
AMOR ZUMBI: O FIM DOS TEMPOS: ele desconfiava que o fim do mundo estava em suas mãos, mas na sua opinião era muito pretensiosa sua suposição; Mas quando ele encontra a pessoa amada, a união entre deles premedita o fim dos tempos;
COMENTÁRIOS SOBRE ALICE: caluniar seus pares tem um preço; para quem é caluniado, pode ser que o inferno se instale aterrorizante em sua vida; para quem calunia, especialmente por detrás de um computador, de um celular, quase sempre não sofre nenhuma consequência; Alice foi caluniada, mas quem fez essa maldade com ela talvez não acreditasse que ela realmente fosse uma bruxa, mas houve quem acreditou e ela pagou caro por isso; Mas e quem caluniou, será que pagou pelo terror que provocou em Alice?
SOBRE HOMENS E MONSTROS: conto/poema inspirado na música “Esse cara” de Caetano Veloso, mas com uma roupagem aterrorizante.
“O estranho homem estaciona a carroça na única praça da pequena vila, trava as rodas para não haver um acidente com os cavalos em disparada, afasta a cobertura, de modo que possa se locomover em cima do veículo, como se estivesse num palanque.
Ela apanha o megafone, limpa a garganta e ecoa uma pergunta assustadora:— Quem quer morrer?
— ecoa um zum zum zum dos poucos habitantes que frequentam a praça naquele momento — Digo, morrer mesmo, de verdade, com direito a velório, últimas palavras do padre ou do pastor, do reverendo, do rabino na despedida no cemitério, numa tarde de garoa fina e frio, como nos filmes — ele enfatiza — E certidão de óbito — prossegue o homem de olhos amendoados e sedutores — Não estou falando da morte no sentido metafórico: morrer de amor, morrer de saudade, morrer de sede, morrer de fome — insiste, enquanto alguns transeuntes de amontoam próximos à carroça e outros abandonam suas casas em direção à praça, curiosos — Sei que o assunto é um tanto, como posso dizer, assustador, mas queiramos ou não, todos vamos passar desta para melhor um dia.” “Sabrina, Agnes, Sarah e Rebecca tiveram uma diabólica ideia, relembrando as histórias antigas que ouviam de seus pais, avós e bisavós sobre bruxas queimadas na fogueira: acusarem alguém de ser uma bruxa.
A escolhida, não por acaso, foi Alice. Entre os motivos preferidos foi porque ela era muito tímida; outros dois foram porque exibia um nariz protuberante e era meio corcunda, levemente inclinada para frente. A patologia era quase imperceptível, mas as adolescentes enxergavam muito além do nariz.”
“Ele vinha se arrastandocom muita dificuldade,a respiração ofegante,sem ter como falar.Espumava pela boca,sem o sorriso tosco,em intervalos a vomitar.Os olhos de bandido,temidos”
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