Sobre o livro
O tempo de um poema é o mesmo de um relógio parado – não passa: mas o poema não para o tempo, susta-o. A vida é o tempo do relógio funcionando – a vida, porém, é mais rápida que o tempo do relógio: o dia não se passa mais em 24 horas, dura menos. “Amanhece, finda”.
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Os pês em “se passa sem parar, sem parar/ passo sem tempo para respirar” indicam a pressa e a pulsação pulmonar e cardíaca aceleradas.
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Na obra O Processo, de Fran Kafka, o personagem K tem sua vida condicionada por algo que nem sabe o que seja: um culpa? Um sistema invisível, mas presente o move – rege sua vida, inquieta sua consciência: conspira e o sufoca. Mas nesse caso não é a luta pela sobrevivência que interfere no ritmo de sua vida. É algo pior: o sufocamento de sua liberdade – ditam, condenam, o aprisionam.
“Sem a primeira não há a última hora”.
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