Sobre o livro
Em amanhã sonhei que uma peste invadia a casa, a poética do escritor e educador Daniel Carvalho passeia entre lirismo, realismo psicológico, narrativas fantásticas e concretismo para pintar nossas idas e vindas na pequeníssima e grandiosa “casa”, desconhecida e familiar, que chamamos “eu”. Nessa obra, segunda publicação de poemas do autor, a poesia se metamorfoseia em peste, verme, descaso, desamor, espelho, beleza e redenção.
Trecho do posfácio de Marcelino Freire:
Este livro não é de desesperança. É de uma chamada. Um aviso. Uma asa. Uma nuvem mudando a paisagem de lugar. Sim, ainda há o que pode ser mudado. Se a cada ponto final de uma linha. No dobrar da esquina. De um poema. Mais uma pessoa se vai.
O poeta, aqui, levanta a memória de uma história. A trajetória de um amigo ou amiga que ficou pelo caminho. Jamais esquecida a falta que faz um amor. Uma vida pela casa. Pelo quarto. No quintal da infância. Sempre um cão farejador de sonhos nos alcança. E nos chama a atenção: a terra não é plana.
É planta. Gira. Roda. Acorda. É corda e coração. Não tem quem pare os versos deste livro. Ao acabar a leitura, ficam em nossos ouvidos. Nos batimentos cardíacos de nossas mãos, unidas, uma só lição. A saída de qualquer peste, verme, descaso, desamor, cansaço está na poesia. Na prece.
Na palavra de cada dia. Nossa revolução.
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