Sobre o livro
De Marx à Disrupção Digital, a alienação no trabalho percorreu um longo percurso. Hoje se encontra materializada em modelos gerenciais arrimados no medo, na meritocracia, no mal uso da tecnologia, sistemas “abusivo” de metas e em “psicoterror”.
A violência psíquica causada pelas dinâmicas de trabalho alienantes, adicionadas do uso de táticas perversas e de um sistema “calculado” de manipulação do trabalhador vem provocando a perda de todo o sentido do trabalho.
Dentro desse cenário, onde reina a alienação pela corte da identidade humana e da liberdade, o trabalho se torna gatilho para sofrimento existencial e palco para doenças “mentais”; como a Síndrome de Burnout e do Pânico; além de depressão e transtornos de ansiedade.
Tais práticas alienantes atentam fortemente contra a ordem jurídica vigente.
Com jurisprudências atualizadas, citações eruditas e relatos pungentes de trabalhadores que convivem com o medo e a opressão, essa obra é descrição visceral do trabalho na atualidade; que tem em seus sótãos dinâmicas de alienação “customizadas” ao feitio do século XXI.
O retorno à Marx se faz como forma de explicar como trabalho é “retirado” da classe produtiva e para a compreensão da sua visão da desumanização do homem pela exploração no trabalho.
Há também a intenção de preencher o silêncio que paira em torno da teoria da alienação no trabalho sempre pulverizada e mal compreendida.
A onda neoliberal e o recolhimento do Estado vem permitindo golpes e mais golpes ao Direito do Trabalho Positivado, propiciando um cenário de vulnerabilidades nunca antes experimentado pelo trabalhador brasileiro e muito contribuindo para a alienação do trabalhador pelas forças do capital.
De Marx à pós-modernidade os vetores alienantes tornaram-se mais sofisticados e a tecnologia que poderia ser emancipatória, ao invés de libertar; escraviza. O medo se tornou o principal vetor de coação para o aumento da produção.
A tecnologia vem construindo novas metáforas no trabalho; dentre elas uma monitoração permanente de resultados e o controle da vida do trabalhador.
As dinâmicas alienantes, não só roubam a paz e a identidade, como repercutem no campo econômico e social, tudo isso, a indicar a necessidade de se repensar o trabalho, para que este consume o seu verdadeiro sentido: liberdade.
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