Algures em África: A batalha das crenças

Por Serafim Quintino

Sobre o livro

“Algures em Africa: a batalha das crenças” narra a convulsão social causada pelo trabalho missionário do pastor, Júlio Campos e evangelista, Lindo Braga, que em 1973 foram a sua terra natal (Quiçama) com o propósito de evangelizar os seus conterrâneos.

A comunidade recebeu-os com entusiasmo e houve conversões em massa sobretudo entre mulheres e jovens. Porém os anciãos da comunidade guardiães da religião tradicional se opuseram fortemente a instalação de uma nova.

Já tinha sido assim com a Igreja Metodista nos anos 60 que por isso mesmo não tinha conseguido manter-se na localidade. Alguns anciãos recorreram mesmo ao ocultismo para impedir o estabelecimento efectivo da igreja pentecostal.

Uma das esposas do maior inimigo (escarnecedor do Deus) da igreja nascente converte -se e trava com o marido uma batalha espiritual pelo destino do filho. O marido queria transferir ao filho os seus amuletos (feitiços) e a mulher orava para que se convertesse e se torna um servo do Senhor.

Um dia antes da inauguração do templo o filho do escarnecedor-mor por força da necessidade apesar do mau pressentimento vai com mais dois amigos a caça. Durante a caminhada um camaleão cai sobre si, interpreta o acontecimento como um aviso dos antepassados.

Durante a caçada são obrigados a enfrentar um leão que conseguem contra todas as indicações matar com uma caçadeira e enquanto descaçava teve um sonho em que é avisado pela mãe que o pai tinha morrido.

O rapaz convencido de que tudo aquilo era verdade decidiu a contragosto dos amigos voltar a casa, mesmo já tarde, interrompendo a caçada.

Pelo caminho (de regresso) também por situações misteriosas tiveram a nítida sensação de que Jesus lhes tinha auxiliado ao enviar uma manada de elefantes que abriram com as suas enormes patas uma estrada no meio de uma mata cerrada mergulhada na escuridão onde poderiam ter-se simplesmente perdido e homens com alturas invulgares para acompanhá-los.

Chegado à aldeia o pai tinha realmente morrido.

Aquele dia tinha sido de muito alvoroço pois um crente que tinha contribuído bastante para a construção templo e aguardava com ansiedade o dia da inauguração quase não assistiu o evento porque, entretanto, seu filho do colo que se encontrava doente faleceu, mas pelas muitas misericórdias de Deus o menino volta a vida.

O funeral do maior escarnecedor da Igreja é também envolto em mistérios que são explorados pelo decano dos Sobas para lançar dúvida nos corações dos crentes quanto a veracidade da sua fé, porém contra a expectativa de todo mundo o rapaz declara publicamente a sua fé em Jesus.

Entretanto os incrédulos não desarmaram procurando oportunidades seja nos acontecimentos da vida como nas escrituras de ridicularizar alguns ensinos da Igreja sobre a espiritualidade e através disto desencorajar a adesão do povo a fé cristã.

A morte do também tido como o maior feiticeiro da comunidade gerou problemas no seio da comunidade que foi preciso convocar um julgamento tradicional para apaziguar as partes desavindas. Por fim um dos homens outro escarnecedor decidi converte-se ao cristianismo dando a impressão que as suas hostes estavam a perder ante a pregação do evangelho, mas mutos como o decano dos Sobas permaneceu irredutível e alicerçado na sua fé tradicional.

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