Afinal porque é que a matou?

Por Jorge Carreira

Sobre o livro

Porque é que pessoas que supostamente se amam matam o objecto do seu amor?Esta questão, corporizada na pergunta que deu título ao livro, feita pelo juiz durante a exortação final num julgamento de um homem que matou a sua mulher, consta de uma das histórias.A história central refere-se a uma investigação de um outro homicídio de uma mulher.

O juiz conselheiro, encarregado de relatar o processo, face a algumas contradições na prova, pediu ao seu velho conhecido ex-subdirector da PolíciaJudiciária reformado que fizesse uma nova investigação.

Um pedido semelhante ao que fizera trinta anos antes num dos primeiros casos em que interviera, tendo-lhe o então inspector prestado uma valiosa ajuda.

Devido a uma aposta de que seria possível descobrir e levar à Justiça quem efectuava despejos de dejectos de porco, poluindo os cursos de água da zona,o polícia reformado e os seus colaboradores, acabam por investigar paralelamente a poluição na Ribeira dos Milagres, na bacia do Rio Liz.Assim, cruzam-se duas investigações que se misturam com histórias do passado.As incidências das duas operações dentro do tom cinzento e sério emprestado pela violência sobre as mulheres, trazem outras cores ao livro que atenuam a irracionalidade do tema central cujo desfecho no final é surpreendente e perturbante.

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