ÁBACO

Por João Diniz

Sobre o livro

“Um traço permanentemente experimental, amparado pelo olhar múltiplo, irrequieto, por vezes, delicadamente acompanhado de memória visual e estética que indicam ausência de raízes que não possam ser revistas.

Assim ‘Ábaco’ demonstra um flerte com o movimento beat, em que o poeta unge a obra com linhas autobiográficas, revisitando imagens, prazeres, trabalho, e principalmente a soma de seus dias.

Isso é claramente perceptível em poemas que se unem formando um conjunto poético verossímil, heterogêneo e, sobretudo, com o determinante tom da liberdade e do existencialismo presentes perenemente tanto na poesia quanto no dia a dia de Joao Diniz.”

Assim o editor Álvaro Gentil apresenta essa publicação do poeta/arquiteto.

Nesse livro os poemas se apresentam em cinco capítulos temáticos, tais como: “Verbo”, onde estão as reflexões em torno da linguagem poética; “Senso” com meditações em torno de afetos humanos; “Ofício” abordando uma ação artística expandida; “Passo” descrevendo andanças e espaços e “Gesto” propondo leituras e ações possíveis em um tempo convulso.

O título “Ábaco” se refere ao milenar instrumento de cálculo, precursor dos atuais computadores, que sugere a ideia de uma ferramenta permutacional que constrói equações, ou perguntas, e que obtém resultados, ou respostas. Assim, como uma antiga máquina de calcular, esse livro é também um dispositivo que, ao mesmo tempo, questiona e sugere conclusões.

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