A violência na educação: a alienação das mentes

Por Dr. Salézio Plácido Pereira

Sobre o livro

A psicanálise é uma ciência comprometida com a saúde psíquica, não exclui a alienação, pensa sobre a educação. O professor possui uma pedagogia, um método e, procura compreender o cognitivo sobre as motivações inconscientes do ato de aprender.

As crenças, virtudes e valores do aluno reforçam a importância do seu caráter, esta prática sobre a aprendizagem inclui o desejo de aprender.

A pedagogia está inserida dentro de um contexto político, econômico, social e cultural, sem dúvida as influências e interesses externos podem levar à dominação das consciências.

Depois de internalizada uma imagem pobre de si mesmo a neurose começa seu processo de opressão sobre a vida, infelizmente o abuso emocional está presente nas atitudes pedagógicas do professor.

Toda vez que desqualificamos, humilhamos, abandonamos, reprimimos, estamos compactuando com os interesses de uma sociedade insana e violenta.

A educação deve ser um lugar para viver a plenitude do prazer de aprender, a forma de opressão emocional começa quando o aluno sente-se negligenciado no seu processo de aprendizagem.

O educador deve começar a pensar sobre o potencial do seu aluno, acreditar que o seu mundo de experiências pode enriquecer ainda mais os seus conteúdos.

O papel do professor é ajudá-lo a libertar-se das prisões de seus medos, confiante nas palavras do seu educador, consegue seguir as orientações de seu mestre. Um mestre que liberta e não reprime ou desqualifica quem precisa de afeto e apoio.

O professor deve criar um clima em sala de aula capaz de resgatar o desejo de aprender no aluno, e levá-lo a tomar consciência sobre o seu papel na sociedade. O professor pode fazer de seu ato pedagógico uma iniciativa para desenvolver o potencial intelectual e emocional do aprendiz.

Jamais poderemos concordar com a prática do medo, das omissões, da humilhação, da indiferença, da contextualização, enfim uma prática que enxerga o aluno como uma coisa, um objeto, uma educação sem vida, ele necessita de um lugar onde possa aprender a ser livre e responsável.

A sala de aula aparece neste contexto como um lugar que propicia as condições de pensar sobre, e descobrir a possibilidade de conquistar e realizar os seus sonhos.

O educador deve ter consciência das dificuldades deste aluno, porque ele está envolvido numa subcultura, na qual não valoriza a oportunidade e igualdade de direitos. Esta alienação do aluno é muito parecida com a do professor, ambos estão sendo convencidos de não comprometerem-se com a educação.

Este livro é para aqueles professores que querem transformar-se e viver com dignidade o grande desafio da superação. Aqueles que pensam diferente e acreditam que este projeto é um delírio, fruto da imaginação, podem sentir-se livre para pensar diferente.

Esta leitura leva o professor a uma reflexão e uma tomada de consciência sobre o estado de inconsciência, mais conhecido como alienação.

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