A vida é o sobejo de nós mesmos

Por Anderson Almeida Vieira

Sobre o livro

O que fica implícito é que “vivemos somente no período de férias e que, nos demais trezentos e trinta e cinco dias do ano, somos escravos do tempo, do trabalho, da família e da frenética angústia por ganhar mais dinheiro.

No nosso cotidiano nem sempre criamos condições para que a felicidade habite as nossas vidas. Dessa forma, se não aprendemos a estar felizes, necessitamos de mecanismos artificiais para isso. Dessa maneira, reservamo-nos no direito de ser felizes somente nos finais de semana, nas férias, preferencialmente em algum lugar distante de casa e do local de trabalho. E quando retornamos, parece que tudo está com a “cara de segunda-feira”.

A entrada em casa nos convence que a felicidade ficou “lá fora”, no clube, no parque, no hotel, em qualquer lugar, menos no local de nosso trabalho. Voltamos cansados, já na expectativa do próximo feriadão. Mais do que um cansaço físico, as pessoas se condicionam a viver sobrecarregadas psicologicamente, afinal de contas, se visualizamos o trabalho com um fardo tormentoso, o simples fato de estar nele já nos causa intenso desgaste.

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