Sobre o livro
“Eu vos amei da mesma forma que meu Pai me amou; permanecei pois no meu amor”. (João, xv.
9) Durante boa parte de nossas vidas temos questionado sobre a autenticidade, a imparcialidade e a própria autoridade dos julgamentos dos homens, onde os iguais, os comuns, são julgados pelos desiguais, pelos detentores do poder e por seus representantes.
A própria ideia de “Justiça” torna-se extremamente suspeita quando a autoridade de quem julga passa a ser questionada…
Que Deus, como Criador dos Céus e da Terra mostre particular cuidado em conservar o homem, a mais perfeita das suas obras, na ordem da natureza visível e, como Sábio, ensine-lhe os meios os mais próprios a conseguir o melhor fim; como Santo, incline, dirija e eleve sua vontade para o bem; como Justo, prometa-lhe o prêmio e o castigo para animar a virtude e para o desviar do vicio, como Misericordioso, console-o, sustente e proteja-o nas desgraças, nos trabalhos e nos perigos.
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