A Teia da Aranha

Por Sérgio Ciríaco de Freitas
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A Teia da Aranha Na janela do pequeno apartamento de André , uma aranha tecia silenciosamente sua teia. Era uma manhã calma, e o sol entrava devagar pela cortina fina, iluminando os fios quase invisíveis que ela estendia de um canto ao outro. André, distraído, observava aquele movimento delicado enquanto tomava o café. Nunca havia parado para reparar, mas havia algo hipnótico naquele gesto repetido e preciso. — Como ela sabe o que está fazendo? — murmurou para si mesmo. Cada fio parecia ter um propósito, um sentido, uma ordem. E o mais curioso era que, embora os fios fossem invisíveis de longe, bastava um raio de luz bater neles para que brilhassem como ouro. André era um homem prático, racional. Não acreditava em espiritualidade, energia ou essas “bobagens invisíveis” de que as pessoas falavam. Mas, naquela manhã, algo o fez pensar diferente. Talvez fosse o cansaço do mundo — a correria, a falta de tempo, a frieza das relações. Ou talvez fosse apenas o silêncio que o fez ouvir o que há tempos ignorava: seu próprio interior . No trabalho, o clima estava pesado. Colegas irritados, chefes impacientes, pessoas falando alto, mas ouvindo pouco. Era como se todos estivessem conectados por uma mesma tensão — uma vibração densa, invisível, que se espalhava e contaminava o ar. André lembrou-se da aranha e pensou: “Se somos todos fios dessa teia, talvez o que um sente acabe mexendo com todos os outros.” À tarde, ele passou na casa de Dona Célia , uma vizinha idosa que sempre o recebia com um sorriso sereno. Enquanto o café coava, ela disse: — Você já percebeu que a gente se conecta com os outros mesmo sem falar nada? Ele riu: — A senhora anda vendo coisa demais, Dona Célia. Ela respondeu, com o olhar doce de quem sabe o que diz: — Não, meu filho. A gente vibra. Tudo o que você pensa e sente vai pro ar, como uma onda. Se for coisa boa, ilumina. Se for ruim, escurece. André ficou em silêncio. No fundo, sabia que ela tinha razão. Lembrou-se de quantas vezes o mau humor de alguém havia estragado seu dia — e de quantas vezes ele próprio havia espalhado essa mesma energia por aí. Naquela noite, ao voltar para casa, a aranha ainda estava lá. Sua teia estava pronta: firme, bela e reluzente sob a luz da lua. André se aproximou e viu que, ao menor toque, cada fio vibrava, transmitindo o movimento para todos os outros. Era como se toda a teia sentisse o impacto de um único ponto. E foi ali, diante daquela pequena lição da natureza, que ele entendeu: “A vida é assim. Tudo o que eu faço, penso e sinto toca alguém, em algum lugar.” No dia seguinte, André decidiu mudar pequenas coisas. Cumprimentou o porteiro com um sorriso, ajudou uma colega aflita, teve paciência com o trânsito. E, pouco a pouco, começou a sentir o retorno dessas ações. O ambiente ao redor parecia mais leve, as pessoas mais abertas, e ele mesmo mais calmo. Descobriu que a energia que se emite é a mesma que volta , e que não é preciso ver os fios da teia para saber que eles existem. O conto termina com André observando novamente a aranha, que agora descansava no centro da teia. O vento soprava, balançando os fios delicados, mas ela não se movia — confiava na estrutura que havia criado. André sorriu e pensou: “Talvez o segredo da vida seja esse — tecer com calma, vibrar com amor e confiar na teia que nos une.” 💡 Mensagem central “A Teia da Aranha” é um conto sobre a conexão invisível entre todas as pessoas e o poder das vibrações humanas . Mostra que cada pensamento, gesto e emoção se propaga como um fio invisível, influenciando a energia do mundo. Quando cultivamos o bem, fortalecemos essa teia; quando espalhamos o mal, rompemos seus fios.

Características do eBook

  • Autor(a): Sérgio Ciríaco de Freitas
  • Categoria: Autoajuda

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