A Serra e o Poema de Amor na Era Dourada do Vale do Paraíba

Por Ismael Francelino De Oliveira

Sobre o livro

Há lugares que a modernidade demora a alcançar, e nos anos de 1950, o Vale do Paraíba era um desses refúgios. Entre as cidades de Taubaté, Pindamonhangaba e o sertãozinho que margeia o Rio Paraíba, o tempo corria vagaroso, medido pelo canto do galo e pela sombra do sol nas colinas. As fazendas eram pequenos reinos, e as famílias, grandes laços. O cheiro de curral, de fumo de rolo e de broa de fubá era o perfume da manhã.

É neste cenário de fé, labuta e superstição que a gente encontra Clementino, um rapaz de mão calejada e coração ingênuo, e Florinda, moça de olhos prometidos mas alma livre.

A história d’O Sereno e a Borra do Café é sobre a espera, a promessa quebrada e o amor que, teimoso, brota onde menos se espera, tal qual a flor-do-campo depois da queimada.

É um romance rural, onde o destino é traçado na ponta da enxada e o desengano é curado com um bom gole de cachaça e uma reza forte.

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