A Saideira: Breve História Cultural da Cerveja em Pernambuco (Comida como Cultura Livro 3)
Por Adriano MarcenaSobre o livro
O escritor sempre tem que está à procura de temas interessantes para tentar escrever algo novo para a sociedade. E é justamente isso que Adriano Marcena vem fazendo ao longo da sua trajetória literária, seja como dramaturgo, seja como prosador.
Em sua nova obra, A Saideira – breve história cultural da cerveja em Pernambuco, Marcena prossegue abordando a alimentação brasileira, depois de publicar importantes títulos sobre o tema, como Mexendo o pirão – Importância sociocultural da farinha de mandioca no Brasil holandês e Raspando o tacho – Comida e Cangaço.
Em A Saideira – breve história cultural da cerveja em Pernambuco, o autor percorre as evidências históricas que dialogaram entre si para permitir que a cerveja, uma vez enraizada no paladar dos pernambucanos, se tornasse uma das bebidas mais escolhidas para festejar diversos contextos de sociabilidades.
No prefácio da obra, o jornalista Marcelo Cavalcante assinala que o autor soube muito bem capturar a essência da cerveja e que ela “sempre foi e será um estimulante para os momentos mais leves da vida”.
Tony Apolinário, doutor em filosofia e professor da UAST, destaca que em A Saideira, “a cerveja é ‘tomada’ por Adriano Marcena enquanto rico objeto de compreensão de nossos processos de identificação”, o que permite fortalecer laços de pertencimentos.
Para ele, a “obra convida-nos a conhecer seu caráter socializador, seus conteúdos simbólico e hierático, os preconceitos que o rodeiam, assim como a abertura ao dionisíaco a que nos convoca”.
O trabalho tenta responder a seguinte questão proposta pelo autor logo na introdução do livro: “Que bebida alcoólica, socialmente quente, porém servida bastante gelada entre nós, é mais banal em nossa paisagem social que a cerveja?” Marcena fundamenta sua pesquisa a partir da tríade fermentação, embriaguez e sociedade e afirma que a cerveja, ao longo dos séculos, exerceu a nobre função de agrupar, reunir os humanos.
Para ele “beber cerveja em coletividade pode até propiciar ‘engajamentos efêmeros’, passageiros, porém, por ser ato de socialidade, contribui para que a sociedade permaneça viva e pulsante dentro de cada um de nós, mesmo para aqueles que não a consomem, mas que estão sentados à mesa”.
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