A Saga de Jobim na Amazônia

Por Paulo Spínola

Sobre o livro

Jobim parte de canoa pelo rio Formoso numa manhã fria de maio, em busca de seu pai, o cacique Taboré, líder da Nação Tapajó.

Há quinze anos Taboré chegou de canoa na pequena cidade de São Borja do Norte, a caminho de Brasília, para conversar com o Presidente da República sobre os planos do governo para a ocupação da Amazônia.

Em São Borja Taboré conhece Ruth, jovem descendente de alemães, dona de uma pousada às margens do rio Formoso. Do encontro intenso e breve, pouco mais de uma semana, Taboré parte sem saber que desse momento amoroso nasce Jobim.

Agora, ao completar quinze anos o garoto parte em busca desse pai misterioso, e parte na mesma canoa que trouxe Taboré ao encontro com sua mãe.

Jobim percorre os rios Araguaia e Tocantins, passando por Tucuruí e Ilha de Marajó; sobe o rio Amazonas até Santarém onde navega o rio Tapajós; pega carona em um hidroavião até o Parque Indígena do Xingu; do Xingu viaja para Manaus de onde sobe o rio Negro até o Planalto Guiano, terra dos Mamoé, descendentes de povos andinos.

A saga de Jobim continua pelos Andes onde visita Machu Picchu e o lago Titicaca, mantendo contato com a cultura peruana.

Em seu caminho tem contato com vários conflitos da ocupação da Amazônia: garimpo, grilagem de terras, desmatamento, tráfico, sequestro, mas também com sua riqueza natural e cultural: interagindo com indígenas, quilombolas, ribeirinhos, ambientalistas e pessoas simples e generosas.

Em seu caminho enfrenta dificuldades e perigos, e interage com pessoas que enriquecem seu amadurecimento: Zito, ribeirinho do Tapajós grande conhecedor de plantas medicinais; Ernesto, historiador hippie que vende artesanato indígena em Manaus; Majumay, sacerdotisa Mamoé; Samiris, filha da sacerdotisa e sua companheira de aventuras; Lúcio, guia turístico de Machu Picchu e Alice, turista norte americana por quem se apaixona.

A busca de Jobim representa um ritual de passagem, e que seguir ideias e sonhos são fundamentais para a integridade do ser, e que o sucesso, muitas vezes independe do resultado, mas sim da busca.

O livro apresenta flashes históricos sobre a ocupação da Amazônia brasileira, visando despertar no leitor o interesse por entender as causas da atual situação ambiental e fundiária da região, bem dar uma breve noção da luta dos povos tradicionais pela preservação de seus modos de vida.

Em resumo, a narrativa busca despertar no leitor o interesse por conhecer as riquezas ambientais e culturais dessa região tão bela quanto hostil, tão poderosa quanto frágil, tão essencial para o equilíbrio do planeta quanto para todos nós.

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