Sobre o livro
Meu amigo. Volto a offerecer-lhe uma das minhas bagatelas. Chamo assim, para me fingir modesto, bagatelas a umas coisas que eu reputo no maximo valor. Se não fossem ellas, naturalmente eu não chegaria a grangear a estima de V. Ex.^a, que m’as tem lido, e alguma vez louvado. Já V.
Ex.^a, antes de me conhecer, quiz encravar a roda do meu infortunio, roda com que eu estou sempre brincando como as creanças com os seus arcos. Que tinha eu feito para commover a bemquerença do meu prestante amigo? Tinha feito uns livros futilissimos, á imitação d’este que lhe offereço.
Não é esta boa opportunidade de eu vir com a minha oblação de pobre a V. Ex.^a Lembra-me a sentença do nosso Diogo de Teive
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