A Primeira Vez

Por Pedro Moreira da Silva Neto

Sobre o livro

A PRIMEIRA VEZ

Conta história de uma menina no período em que se dá a menarca. É a primeira vez e ela está preparada. Um acontecimento especial que delimita o estado infantil para o de menina a caminho da mulher. É o estágio do conhecimento de si mesma, de sua avaliação pessoal frente vida.

Quem a ampara nessa circunstância em primeiro lugar é a mãe. Esse ato feminino e íntimo é entendido sinteticamente. O estado da mulher que vai encontro de sua realidade feminina, que se descobre geradora, criadora e criatura liberta no mundo.

O livro faz referências a essa feminilidade a descoberto desde o manusear uma revista, a conversa entre família, os sinais proeminentes dados à mãe à filha é que a localizam nesse hemisfério organizado da feminilidade.

O preparo, o conhecimento de sua função vital, de sua capacidade humana de perguntar-se sobre a sua função no mundo e sua constância de filha na ordem familiar. A surpresa do acontecimento a faz renovada, encontrada e tomada de profundo respeito por todos.

O momento é no acaso da travessia de um pequeno lago onde a borboleta escarlate vibra em sua estranha e múltipla cor, onde tudo passa numa circunstância mítica de retomada, quando revê em si aquilo tudo a que foi levada a compreender.

O amparo carinhoso e respeitoso da família dá-lhe forças suficientes para compreender, portanto a metamorfose interna revelada ao mundo. Ela então não se perde, encontra-se enquanto menina, enquanto alguém a caminho.

O nome, a idade, as circunstâncias ficam subentendidas porque se trata de alguém universal que passa indistintamente por esta vivência que é como um dado a mais de que tudo está enfim, muito bem.

O livro deixa aos leitores esse pormenor da responsabilidade tanto dos pais quanto do adolescente que se encontra nessas circunstâncias.

A intenção é movimentar o intelecto, fazer com que revejam suas experiências e apropriem-se da segurança necessária porque são todos amados e respeitados, todos cuidam do bem-estar íntimo que a menina deve ter nessas circunstâncias.

A minha experiência masculina de pai dá-me certeza de que soube entender a vida da menina e sua transformação. Quando enfim, sai do casulo e torna-se a borboleta viva no jardim da vida. A estória contextualiza seguramente a importância da família e a crítica situação em que se encontra a menina.

E isso é válido, importante e tudo para que a personalidade e o caráter humano funde sua vontade de conhecimento e respeito próprios.

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