A poesia que emana da vida

Por Regilene Paulina da Cunha

Sobre o livro

Escrever é intertextualizar sobre a vida? Escrever é tecer diálogos com outros textos. Dependerá, claro, da visão de mundo do autor, de seu receptor e dos repertórios de leituras vigentes.

Para a concepção bakhtiniana, “texto é uma unidade da manifestação do pensamento, da emoção, do sentido, do significado” e “linguagem é uma atividade humana”. Já Orlandi (2007) conceitua o texto da seguinte forma: “o texto não é considerado apenas como um objeto fechado, com começo, meio e fim.

Ele tem relação com outros textos, com suas condições de produção e com outros discursos” (2007:54). O texto não deve ser compreendido como um amontoado de palavras. O texto constitui-se dialogicamente com outros textos através da intertextualidade e da interdiscursividade.

Para formarmos escritores profícuos é preciso considerar o processo de produção, o contexto, os interlocutores, os gêneros discursivos, os recursos utilizados pelos interlocutores para dizer o dito e o não dito.

A produção de um texto não é mera distribuição de palavras ou sentenças, mas um ato de linguagem, um ato da prática social mediado pela interação e dialogismo. Espero, caro leitor, que este livro possa trazer um pouco da sensibilidade que a vida emana a cada instante.

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