A POESIA DE COMO VOCÊ MORREU

Por Erbênnea Souza

Sobre o livro

A poesia de como você morreu se constrói a partir daquilo que insiste: afetos que não cessam, mesmo quando silenciados, e retornam sob outras formas: imagem, vertigem, memória.

Dividida em três movimentos, a obra articula vida, morte e delírio não como opostos, mas como estados contíguos. Em “Matando a ideia do fim”, o término não é encerramento, mas permanência: o que dói continua a reverberar, fragmentando o tempo e a linguagem.

Em “Desejo morto e saciado”, a sensualidade surge. O desejo não é celebração nem culpa, é força ambígua, pulsão que atravessa o corpo e expõe suas contradições, ora carência, ora excesso.

Por fim, “Antes do para sempre” investiga o amor quando ele já carrega sua própria ruína: o amor romântico, o unilateral, o que se anuncia eterno enquanto se desfaz.

O livro não oferece síntese nem redenção; oferece permanência, aquilo que sobrevive mesmo depois do fim.

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