A.P.O. (Army Post Office): O Serviço Postal Militar Norte–americano no Brasil durante a II Guerra Mundial (Projeto Filigrana Livro 1)
Por Rubem PortoSobre o livro
Vem de longe a preocupação dos norte-americanos com a atividade de correio durante suas participações em guerras.
Durante a Guerra Civil Norte-americana, ainda no século XIX, o Serviço Postal Civil atribuía função de controlador de correio a uma pessoa específica para cada um dos regimentos mobilizados e sempre havia um posto de correio no campo de batalha.
Quando da Guerra Hispano-Americana soldados norte-americanos passaram a lutar fora do território dos Estados Unidos.
Neste momento, o Serviço Postal Civil seguiu-os mantendo assim contato permanente entre os militares e suas famílias.Quando da participação norte-americana na I Guerra Mundial, passou a operar um serviço de correio militar específico, montado com auxílio das tropas do exército, mas ainda operado e sob controle do correio civil.
O primeiro APO (Army Post Office) surge neste momento. A primeira estação postal com as características que definem um APO, foi inaugurada em 10 de julho de 1917, na França.
A partir da II Guerra Mundial, e até os dias atuais, este serviço passou a funcionar nos moldes padronizados que perduram até os dias atuais, tendo sido o serviço de correio colocado sob total controle militar ainda em 1940 quando o Congresso dos EUA criou oficialmente o Army Post Office – Serviço Postal do Exército.
Esta nova organização, entretanto, continuou a trabalhar junto ao correio civil dos EUA a quem cabe, até os dias de hoje, a distribuição das correspondências para o pessoal civil.Portanto, para atender aos militares norte-americanos funcionou (e funciona até os dias de hoje) um sistema de correio específico e associado às forças militares norte-americanas.
Apesar de o nome fazer referência ao Exército, ele atende, indiscriminadamente a todos os tipos de tropas, de qualquer arma, norte-americanas.O A.P.O.
é um serviço que pretende atender as necessidades dos militares norte-americanos que podem estar lotados em qualquer parte do mundo, seja em bases fixas (terrestres), ou mesmo móveis (porta-aviões, por exemplo).O estudo aqui apresentado discute o funcionamento, as marcas e as franquias associadas a este serviço, utilizadas durante a existência de bases fixas e de patrulha norte-americanas no Brasil no período da II Guerra Mundial.
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