A Nobreza Medieval Emergente no cancioneiro galego–português

Por José D’Assunção Barros

Sobre o livro

A rejeição de grupos sociais bem estabelecidos em relação a novos grupos que, por motivos diversos, ameaçam ocupar seus espaços – fenômeno que em nossos dias expressa-se no preconceito de famílias burguesas ricas e tradicionais contra os chamados ‘novos ricos’ – não é propriamente um fenômeno moderno.

É claro que, em cada época, são definidos os elementos que entram como os principais sinais de prestígio na balança social, e, em função desta mudança de valores, distintos atores são convocados à arena social. Nem sempre foi a riqueza o parâmetro principal nas disputas pelo poder social.

Houve épocas em que um título honorífero, um reconhecimento público de determinadas qualidades consideradas como formadoras de um padrão de excelência, a penetração em um determinado nível de cultura ou o domínio sobre determinados códigos de comportamento – tudo isto podia ser encarado como sinais de prestígio pelos quais valia a pena lutar.

Este livro examina as tensões internas à nobreza medieval ibérica (séculos XIII-XIV) através da análise da poesia trovadoresca da época, e principalmente do cancioneiro satírico.

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