A música e os músicos em tempos de intolerância:: o holocausto

Por Silvia Lerner

Sobre o livro

Este livro dá voz àqueles que, apesar de reclusos nos guetos e prisioneiros nos campos de concentração, resistiram à violência nazista.

Através do imenso repertório analisado pela autora, fica evidente que – em situações de crises emocional e física – a música emergiu como instrumento de enfrentamento, alimentando sonhos de liberdade e de uma vida regada com amor.

Enquanto prisioneiros condenados à morte por sua raça, ideologia e/ou religião, milhares de judeus foram obrigados a cavar fundo em suas almas em busca de inspiração para conseguir criar e interpretar em meio a uma catástrofe.

O alto potencial terapêutico da música interferiu, certamente, no comportamento dos prisioneiros condenados ao extermínio. As músicas, lembradas e/ou cantadas, alimentaram as memórias de situações passadas e, ao deixarem seus registros, garantiram a construção de novas memórias.

Alguns conseguiram transformar o pulsar de seus corações machucados em armas de protesto mantendo uma espécie de baixo continuum. Tentando dizer o que não poderia ser dito, marcaram o ritmo de suas canções nas pautas do absurdo inspirando-se na realidade nua e crua de um genocídio.

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