Sobre o livro
Essa versão possui mais de 200 notas que englobam:
- Apresentação de personagens históricos reais;
- Explicação de termos utilizados na época;
- Esclarecimento sobre locais e prédios públicos da época;
- Comportamento e costumes.
O romance reconstrói, em tom vigoroso e dramático, a ascensão e a queda de Domitila de Castro, a célebre Marquesa de Santos, amante de D. Pedro I, acompanhando de perto os bastidores do poder no Primeiro Reinado.
Paulo Setúbal narra o caso não como simples escândalo amoroso, mas como tragédia política e psicológica. A Marquesa surge como figura ambiciosa, inteligente e sedutora, capaz de dobrar vontades, enquanto D.
Pedro aparece como um soberano impulsivo, dominado por paixões, inseguranças e decisões intempestivas. Ao redor deles gravitam diplomatas, cortesãos e intrigantes — com destaque para o Chalaça — que transformam a Corte num campo minado de vaidades, intrigas e jogos de influência.
O livro percorre os episódios centrais do romance: o exílio forçado de Domitila, seu retorno triunfal, o escândalo público do beija-mão, as negociações fracassadas para o casamento imperial na Europa e, por fim, a ruptura definitiva, selada com o casamento de D. Pedro com a princesa Amélia de Leuchtenberg.
Mais do que um romance histórico, A Marquesa de Santos é um retrato ácido do poder, mostrando como o amor, quando se mistura à política, cobra um preço alto — quase sempre pago pelos que acreditam mandar, mas acabam sendo descartados.
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