A Mão que me Assombra — finalista do Prêmio Aberst 2021

Por D. Celestino

Sobre o livro

[Conto FINALISTA do Prêmio Aberst, 2021, na categoria “narrativa curta de terror”]

Uma tenebrosa mão assombra a moradora de um antigo casarão. Essa mulher, fragilizada e marcada por uma terrível tragédia, vive a contradição de sentir medo dessa mão e ao mesmo tempo desejá-la e encontrar conforto em sua presença. A mão é algo sobrenatural? É fruto da imaginação? Leia para descobrir.

“A mão era imensa, acinzentada, de longas unhas quebradiças e estava em quase todos os lugares. Às vezes surgia de manhã, de dentro do pote de pó de café. Outras, à noite, de dentro do meu travesseiro, numa espécie de carinho áspero nos meus fios de cabelo, que se enroscavam nos seus calos.

Era assombrosa, mas inofensiva. Até que um dia, enquanto eu vestia o suéter, antes que minha cabeça passasse pela gola, ela tentou me matar, agarrando com força o meu pescoço”.

[D. Celestino é autora VENCEDORA do Prêmio Aberst de Literatura em 2022, nas categorias narrativa curta de ficção de crime e narrativa curta de suspense; é também FINALISTA dos Prêmios Odisseia de Literatura Fantástica e Aberst de Literatura em 2021]

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