Sobre o livro
A Igreja Católica nos últimos anos tem atravessado um período conturbado por sérias crises, como o recente escândalo de adolescentes molestados por padres pedófilos, a perda de fiéis para as igrejas evangélicas, e as críticas à sua postura conservadora perante questões morais como o aborto e os métodos artificiais de contracepção.
Mas o Vaticano enfrenta também uma crise interna: uma parte do clero acredita na existência do Demônio, e o restante não acredita.
Essa crise subterrânea aparentemente teria apenas repercussões internas sem pertinência com a sociedade, se não fosse por uma repercussão que ultrapassa os muros do Vaticano: essa crise tem afetado a estratégia da Igreja Católica no enfrentamento às outras crises.
A prática de exorcizar o Demônio por padres da Igreja Católica praticamente caiu em desuso durante o Século 20, e apenas alguns poucos padres considerados fanáticos continuaram a praticá-lo.
Mas na última década do século passado o exorcismo pareceu ressurgir, e o próprio papa João Paulo II exorcizou uma jovem em 1999. Que motivos teria a cúpula do Vaticano para reabilitar essa prática medieval?
Teriam os papas João Paulo II e Bento XVI financiado a realização de filmes de exorcismo como O Exorcista (1973), Stigmata (1999), e O Ritual (2011), com o objetivo de desviar a atenção da mídia e dos devotos católicos das crises da Igreja Católica, em especial os escândalos de pedofilia, e também para competir com os espetáculos de exorcismo das igrejas evangélicas, exibidos à frente de multidões?
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