A liderança e a oratória em Shakespeare (Coleção Quasar K+ Livro 15)

Por Antônio Carlos dos Santos

Sobre o livro

Este livro discute a ‘liderança’ e a ‘oratória’ à luz da obra clássica de Willian Shakespeare. E, para isso, resgata as principais escolas acadêmicas que, ao longo dos séculos, debruçaram-se sobre estes temas.

De forma didática, apresenta as principais escolas e teorias sobre liderança, a que se estrutura na identificação dos traços da personalidade, a que se caracteriza pelos estilos de liderança, e a que estuda a correspondência entre o líder e as situações específicas.

De maneira particular aborda as escolas autocrática e democrática, as teorias contingenciais, a da troca entre líder-membros; destacando, ainda, tipos específicos de liderança: carismática, transformacional, autêntica e servidora.

Em um capítulo especial aborda a liderança e a oratória mergulhando em uma das mais densas e inspiradoras obras do Bardo, “A tragédia de Júlio César”.

Para escrever esta peça teatral, Shakespeare baseou-se nas memórias do próprio Caio Júlio César e nos escritos de Suetônio e Plutarco.

Homem ambicioso e impiedoso, César exerceu o domínio recorrendo ao terror absoluto. Com indiferença, contemplou 20 mil mulheres e crianças indefesas morrerem de fome, e permitiu que suas legiões assassinassem 40 mil gauleses após derrotá-los no campo de batalha. Intitulou-se imperador vitalício, mas a sua verdadeira ambição sempre foi tornar-se rei de Roma.

A peça é protagonizada por Bruto e não por César, na contramão do que sugere o título.

Enquanto Júlio César tem presença em apenas três cenas, sendo assassinado logo no início do terceiro ato, Bruto transita por toda a peça apresentando uma densidade psicológica que possibilita a exploração de poderosos conflitos como os verificados entre a república e o império, a democracia e a ditadura, as liberdades e a escravidão… Prato cheio para os que se dedicam à arte da liderança.

Estudar, refletir e exercitar a liderança e a oratória é um imperativo da humanidade desde que o homem se distanciou do ancestral comum que nos vincula aos macacos. Mas, neste “A liderança e a oratória em Shakespeare”, Antônio Carlos eleva esta discussão colocando-a no mesmo patamar onde figura um dos maiores pensadores do planeta, o gênio da literatura universal, o maior dramaturgo de todos os tempos.

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