A Lei da Floresta: poder e política na Inglaterra medieval (séculos XI–XIII)
Por José Vitor de Lucena CanabravaSobre o livro
Este livro tem como objetivo analisar as leis florestais inglesas, na perspectiva das relações de poder entre a monarquia, a aristocracia (laica e eclesiástica) e o restante da sociedade, que de alguma maneira se vinculava ao espaço da floresta.
A demarcação das florestas régias na Inglaterra chegou a alcançar um terço do reino, configurando um instrumento importante no exercício do poder, que se manifestava, principalmente, nos tribunais que julgavam os atos de infração cometidos por atores pertencentes a extratos sociais diversos.
Para esta pesquisa, foram analisadas três fontes primárias: a Carta das Florestas, de 1217; Select Pleas of the Forest, que consiste em um apanhado de casos judiciais oriundos dos anais das Cortes Florestais; as cartas de concessões e privilégios emitidas por Henrique III.
O estudo da historiografia que aborda o tema das florestas régias inglesas é igualmente importante, tanto no que se refere a informações eruditas essenciais para a construção do objeto de estudo, mas também para compreendermos de que forma a tradição historiográfica promove a evidência do controle sobre as florestas e que lhe permite identificar a tendência monopolista do poder régio inglês.
Entretanto, com base na análise da documentação, foi possível chegar a conclusões que tornam o panorama do poder político inglês mais complexo. Foi possível interpretar as leis florestais em seu contexto, analisando punições e exceções, em uma perspectiva mais pluralista do poder.
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