A Invasão da Terra — Ato II: O Tempo da Revelação
Por Sérgio Ciríaco de FreitasA Invasão da Terra — Ato II: O Tempo da Revelação O silêncio que se seguiu ao primeiro contato foi mais perturbador do que qualquer explosão. Depois do espanto inicial, da histeria coletiva e das tentativas frustradas de controle militar, a humanidade percebeu algo inesperado: não havia ataque. As naves permaneciam suspensas, como sentinelas antigas observando um mundo que já conheciam melhor do que seus próprios habitantes. Nos céus, as luzes deixaram de causar pânico e passaram a provocar perguntas. Governos, antes unidos pelo medo, agora se viam diante de uma escolha histórica: resistir ao inevitável ou ouvir. Foi então que começaram as Revelações . Os Anunnaki, portadores de uma memória milenar, revelaram que a Terra sempre foi um planeta-escola — um ponto de convergência onde diferentes consciências aprendiam sobre livre-arbítrio, amor e destruição. Os reptilianos, por sua vez, quebraram o mito do inimigo absoluto: havia entre eles facções distintas, algumas marcadas pela dominação, outras pelo arrependimento e pela busca de redenção. A humanidade percebeu, com choque e humildade, que seus próprios conflitos eram reflexos de guerras muito mais antigas — travadas não apenas com armas, mas com ideias, crenças e vibrações espirituais. Enquanto isso, algo ainda mais profundo acontecia no plano invisível. Os céus espirituais se abriram. Anjos, arcanjos e serafins passaram a ser percebidos não como figuras simbólicas, mas como presenças reais , atuando como mediadores entre as raças e a consciência humana. Miguel, o Arcanjo da Justiça, não brandia espada contra a humanidade, mas contra o engano, a mentira e o ódio que haviam se entranhado no coração dos homens. Não era o fim do mundo — era o fim de um modo de viver As profecias antigas começaram a fazer sentido. Isaías falara de um tempo em que “o lobo habitaria com o cordeiro”. Ezequiel mencionara rodas dentro de rodas, cheias de olhos — agora compreendidas como tecnologias conscientes. Daniel vislumbrara reinos que cairiam não por guerra, mas por revelação da verdade. As palavras de Jesus ecoavam com clareza renovada: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” E libertar, naquele momento, significava doer. Sistemas econômicos ruíram. Instituições baseadas no medo perderam força. Líderes foram desmascarados, não por tribunais humanos, mas pelo despertar coletivo. Muitos resistiram. Outros enlouqueceram. Alguns poucos compreenderam. As crianças foram as primeiras a aceitar. Olhavam para o céu sem ódio, sem medo. Para elas, o universo sempre fora maior do que os mapas ensinavam. Os alienígenas também aprenderam. Viram na humanidade algo que haviam perdido há eras: a capacidade de sentir profundamente, de errar e ainda assim amar. A troca não era de tecnologia apenas, mas de essência. E, enquanto o mundo atravessava esse vale de revelação, uma certeza silenciosa se firmava: A grande guerra anunciada jamais seria travada com armas. Ela seria travada dentro de cada consciência. O Ato II encerrava-se assim, não com destruição, mas com um aviso claro ecoando em todos os planos — humanos, cósmicos e espirituais: A Terra não estava sendo invadida. Estava sendo preparada. E o que viria a seguir exigiria mais coragem do que qualquer batalha já conhecida.
Características do eBook
- Autor(a): Sérgio Ciríaco de Freitas
- Categoria: Fantasia, Horror e Ficção Científica
Amostra Grátis do Livro
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