A imunidade que não imune minha pele

Por Carlos Bennoda

Sobre o livro

Não existe nada melhor do que pertencer a própria pele, vestir o próprio corpo, aceitar o próprio ser. “Todo mundo tem uma definição de homem e ela muda com o decorrer do tempo.

Homem era o menino que terminou seu rito de passagem, o menino que cresceu, aquele que criou barba e a voz engrossou, que atingiu a maioridade. Eu nunca tive pelos na cara e nem a voz grossa.

Será que me encaixo nessa categoria de homem?” Marcelo leva uma trajetória marcante até descobri a relação dele com RG e como esse pequeno documento que carregamos desde pequeno não dita nossa existência. A identidade não é uma prova de que somos e nem de quem somos.

Através dos vínculos criados e as experiências da sua caminhada até a fase adulta, Marcelo descobre a importância da própria identidade. Como o interior deve ser levado sempre em conta.

O conto é uma reflexão sobre como esse documento pode infectar os corpos dos meninos e adolescentes pretos, como ele quer impor uma existência apenas quando se “armam” com ela, a falsa ilusão de que estando com RG, você é um.

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