A História do Autómovel no Brasil: Do Brasil rural a um dos países que mais produzem veículos

Por Alfredo Papirio Cardoso de Mello Tucunduva Gomes

Sobre o livro

Do Brasil rural ao país que figura entre os maiores produtores de veículos, este livro reconstrói, em linguagem leve e narrativa, como a indústria automotiva ajudou a transformar o território, a economia e os costumes.

A jornada começa com a chegada do primeiro automóvel ao país — um Peugeot Type 3 desembarcado no Porto de Santos em 1891 — e avança para o início do século XX, quando o carro era privilégio de poucos e símbolo de status.

Em seguida, entram em cena as pioneiras operações de montagem: a Ford inicia atividades no Brasil em 24 de abril de 1919, em São Paulo, e a General Motors (Chevrolet) começa em 26 de janeiro de 1925, também na capital paulista.

O texto contextualiza o rodoviarismo e a política de infraestrutura, explicando a origem da frase “governar é abrir estradas”, associada a Washington Luís nos anos 1920, e como essa visão se conectou ao impulso desenvolvimentista posterior.

O ponto de virada industrial vem com JK: o Plano de Metas e o GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística, criado em 16 de junho de 1956) organizam incentivos e regras para viabilizar a produção local e atrair investimentos.

A narrativa percorre consolidações e aquisições marcantes — Vemag comprada pela Volkswagen (1967), Ford assumindo a Willys-Overland (1967), chegada da Chrysler e o ciclo dos Dodge nacionais (Dart, 1969) — além dos marcos da GM com o Opala (1968) e o Chevette (1973) e da Fiat com a fábrica de Betim e o Fiat 147 (julho de 1976).

O livro explica a proibição prática de importações a partir de 1976 e suas consequências, e destaca os lançamentos que definiram os anos 80 — Gol, Voyage, Del Rey, Monza, Parati, Saveiro, Escort, Santana, Uno, Prêmio, Elba e Kadett.

Por fim, aborda a reabertura no governo Collor, com o BMW 520i citado como marco simbólico em junho de 1990, o “regime automotivo” e a entrada/expansão de novas plantas, incluindo a fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (23 de abril de 1999, Classe A).

Entre políticas públicas, ciclos de crescimento e recessão, o leitor entende por que o setor oscila com câmbio, crédito e renda, e como incentivos buscaram modernizar fábricas e preservar empregos.

O fechamento olha para o futuro: eletrificação, conectividade e mobilidade urbana, sem perder de vista o papel cultural do automóvel nas famílias brasileiras. Panorama acessível, com datas-chave e modelos emblemáticos, para entender como o Brasil chegou até aqui e para onde pode ir.

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