Sobre o livro
“Salve almas, não culturas!”
Esse tem sido o lema do evangelismo do século XX e XXI. Tendo encontrado forte resistência à mensagem profética de avivamento e restauração abrangentes na história, o cristianismo evangélico moderno abandonou os profetas.
Diferentemente de Jonas, que se cansou da vida no ventre de um grande peixe, o evangelicalismo moderno não apenas se acostumou com a irrelevância cultural da Igreja em nossos dias, como também proclamou essa condição patética como sendo o plano de Deus para a “Era da Igreja”. Mas será mesmo? Não segundo as instruções de Jesus à sua Igreja: o discipular (colocar sob a disciplina de Deus) de todas as nações.
“Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação do século” (Mateus 28.19-20).
Paulo deixa claro que a expansão progressiva do reino de Jesus na história continuará até que todas as coisas estejam sob Seu domínio, na terra, antes que Ele volte fisicamente para julgar o mundo. “Pois é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Coríntios 15.25-26). Essa também era a mensagem de Davi:
“Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. O Senhor enviará de Sião o cetro do teu poder; domina entre os teus inimigos” (Salmo 110.1-2).
Em A grandeza da Grande Comissão, o Rev. Kenneth L. Gentry, Jr. apresenta um argumento bíblico abrangente em favor da salvação e restauração abrangentes de Deus na história. O pecado é abrangente; a graça curadora de Deus não o é menos.
Onde quer que o pecado reine hoje, ali Deus fala ao homem pecador e oferece um caminho de escape.
“Não vos sobreveio nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10.13).
Argumentar que a Grande Comissão não inclui todos os aspectos das culturas atuais — todo o reino de Satanás — é argumentar que não há caminho de escape em muitas áreas da vida.
A guerra entre o reino de Deus (civilização) na terra e o reino de Satanás (civilização) na terra é total, abrangendo todos os aspectos da vida.
A Grande Comissão chama a Igreja (nesta “Era da Igreja”) a empreender um ataque em larga escala contra a civilização humanista moderna, mas sempre em termos de uma mensagem positiva e um programa prático: um caminho melhor de vida em cada área da vida. Essa é a grandeza da Grande Comissão.
Ela não deve ser restringida a ponto de excluir a cultura da graça especial de Deus.
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