A FRANÇA ANTÁRTICA

Por Cyro Silva

Sobre o livro

O autor reinterpreta os fatos históricos relacionados com a incursão francesa de 1555 na Baía de Guanabara, sob o comando do vice-almirante da Bretanha e Cavaleiro de Malta, Nicolau Durand de Villegaignon.

Muitas controvérsias surgiram na tentativa de definir os verdadeiros objetivos dos franceses em tão custoso empreendimento, ora visto como tentativa de facilitar os negócios através do estabelecimento de uma feitoria, ora apresentado como o desejo da religião reformada de propagar o credo na América através de novos assentamentos de fiéis, ou pelo desenvolvimento de uma política expansionista do governo francês em novos territórios.

O autor, em aprofundada pesquisa histórica, debruçou-se sobre todos os fatos anteriores à invasão francesa na Guanabara e a criação da chamada França Antártica, e, detidamente, analisou os diversos contextos que influenciaram o projeto, seja no âmbito de política interna, externa, comercial, expansionista, religiosa etc.

Deu-nos a conhecer os diversos personagens históricos com influência na época, de maior ou menor envolvimento no projeto, mas compondo uma plêiade de figuras imortalizadas pela História.

Os acontecimentos alertaram para o valor da rica terra em disputa, daí advindo a luta heroica por sua reconquista iniciada pelo seu capitão-mor, Estácio de Sá, a Fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1° de março de 1565, e a vitória final, após a morte do fundador, com o bravo apoio dos filhos da terra, os índios temiminós liderados pelo cacique Arariboia.

A leitura deste trabalho fornecerá ao leitor, através de documentadas informações, o completo conhecimento do fenômeno da FRANÇA ANTÁRTICA no Rio de Janeiro.

PARTICIPAÇÃO EM CONCURSO LITERÁRIO

CONCURSO ESTADUAL DE LITERATURA – 1974 “A FRANÇA ANTÁRTICA” MENÇÃO HONROSA No Concurso Prêmio Estadual de Literatura, categoria – ensaio, realizado em 1974, pelo Departamento de Cultura, da Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo, do Governo do Estado da Guanabara, de acordo com o Decreto n.º 158, de 27 de agosto de 1969.

Conforme decisão da Comissão Julgadora presidida pelo Professor Eduardo Mattos Portella (ABL), Diretor do Departamento de Cultura, e integrada pelos seguintes membros: Carlos Chagas Filho Josué Montello Albano Marques Raymondo Faoro

Guanabara, 12 de março de 1975

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