Sobre o livro
No dia exato em que os fundadores do MOCABIA olharam o calendário para procurar saber em que dia acabaria o mundo, começaram a acontecer coisas estranhas.
Sônia Pura com toda a sua pureza começou a engordar, na mesma proporção que Pietà, enquanto o vizinho à direita nos surpreendia com atitudes que nada tinham a ver com sua maneira de agir.
No céu havia um misto de sol e escuridão, de modo que nos reunimos em torno da fogueira, sem saber o que nos aguardava. Numa sexta-feira em que a lua surgiu imensa, acordamos com a convicção de que a festa marcada para o dia seguinte seria um sucesso.
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TIJOLO POR TIJOLO
Gerson Menezes lançou A Festa de Fim do Mundo em 1999, às vésperas, portanto, do ano 2000, envolto em previsões de que o mundo acabaria naquele ano supostamente fatídico. O curioso é que o livro nunca deixa de ser atual, com as constantes ameaças (de todos os tipos e procedências) à continuidade da vida no Planeta.
O Autor começou a escrever o livro mais de 20 anos antes do lançamento, ou seja, antes de 1979, “quando a chegada do novo milênio era uma coisa distante, quase mágica”.
Depois disso, a vida tomou um ritmo intenso, e a estafante rotina como jornalista profissional o impediu, durante alguns anos, de ir adiante.
Ele retomou o projeto aos poucos, procurando escrever “mais por inspiração do que por transpiração”. Foi como montar uma casa, “tijolo por tijolo”.
Mas, ainda que os capítulos iniciais tenham sido escritos muito tempo antes, ele os preservou como forma de “crescer junto com o livro”. Já os capítulos finais vieram ágeis e muito mais maduros.
Estava preparada “A Festa…”
Em razão do momento do seu lançamento, em dezembro do ano que antecedia o que seria “o fim do mundo”, o livro teve grande repercussão, com farta cobertura da Imprensa que incluiu uma entrevista à então TV Brasília, Canal 6.
Mais informações sobre essa repercussão podem ser vistas no site gersonmenezes.com.br
Um dos textos publicados sobre o livro é de autoria do hoje já falecido jornalista Rubem de Azevedo Lima, um dos mais respeitados repórteres políticos de Brasília.
Rubem de Azevedo Lima escreveu em sua coluna no jornal Correio Braziliense (edição de 10 de janeiro de 2000, página 16):
“Menezes, grata revelação de romancista, é ourives da frase e da narrativa. Ele fez a festa fantástica de personagens que encararam as agruras do regime militar e amaram, com a energia do universo, de modo tão saboroso quanto inesquecível.”
Em reportagem de 2 páginas no Jornal de Brasília, edição de 18 de dezembro de 1999, páginas 2-C, Marcelo Beluco escreve(trecho): “O autor procura evocar temas importantes, como a hipocrisia, a violência, a solidão, a falsidade, a amizade e a esperança. E o faz de forma leve, que acaba por proporcionar uma leitura rápida. Essa leveza é evocada de forma pura, que às vezes traz implícita uma certa ingenuidade.”
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