A Expressão do Inefável: Ensaio Sobre o Começo do Bergsonismo
Por Dani Barki MinkoviciusSobre o livro
Colocar-se diante de uma obra filosófica é uma atitude que, de imediato, não deve ser tomada despretensiosamente.
Há uma diversidade de maneiras de se relacionar com uma obra, uma filosofia e, mesmo, com a vida, maneiras de especular e agir (redutíveis, quando muito, a duas formas extremas), que atropelar o desenvolvimento do pensamento é dar-se ao risco de tropeçar num primeiro obstáculo de nosso, talvez, próprio anseio.
Não se quer, com isso, que se paralise antes mesmo de iniciar a caminhada; ao contrário, quer-se que a inicie junto ao filósofo — em se tratando da descoberta de uma filosofia —, que se mergulhe na experiência mesma da vida, atravessando-a em sua plenitude integral.
Descobrir uma filosofia, a filosofia ou, ainda, a vida (ao menos, em um primeiro momento, uma dimensão sua) é, essencialmente, simpatizar com ela: menos um movimento retrospectivo, de refazer aquilo que já nos é dado, e mais um movimento engendrador, no qual a surpresa da travessia também se faz nossa.
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