A estatua do poeta: Ode nacional

Por Joaquim de Araújo

Sobre o livro

{3} ODE.

Ñ Tu do Ethereo Jove Irmañ potente,[1] Supremo Pai das humidas Deidades, *’ Que manejas terrifico tridente, Que dominas as mesmas tempestades, Tu que todas as gentes senhoreas Na procellosa, nivea, vasta heranäa, *’ Que os cavallos maritimos enfreias, Distinguindo a tormenta da bonanäa, Levanta sobre o Pælago profundo A limosa cabeäa, e vinga o Mundo.{4} Sacrêlegos Tipheos,[2] que conspirados Sem respeito a coriscos tortuosos Sobre os Orbes voluveis, e sagrados Intentastes aläarvos ambiciosos, Nos raios crepitantes destruidos, Em castigo do cego atrevimento, De pærfidos ingratos, e atrevidos Contra o supremo Deos do Firmamento, Vçde a outros Tipheos;[3] delicto insano!

Que empunhañ armas sobre o largo Oceano.{5

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