Sobre o livro
Nádia Maltês é uma jovem escultora de fama internacional cuja obra, celebrada pela crítica, esconde uma origem inquietante: suas esculturas não são criações, são registros. Cada peça materializa, com precisão perturbadora, cenas de crimes brutais, como se mãos invisíveis guiassem sua arte.
Sem saber, Nádia sempre foi um canal, um instrumento através do qual almas atormentadas encontram forma para se manifestar. Ao despertar para seus dons, ela é arrastada para uma realidade onde os limites entre vida e morte se dissolvem.
O que antes eram inspirações passa a ser convocação, o que antes era talento, torna-se sentença. Entre visões, presenças e fragmentos de memórias que não lhe pertencem, Nádia caminha por um território instável, onde os mortos não descansam, e insistem em ser ouvidos.
Sua ligação com uma série de assassinatos revela algo ainda mais obscuro; um serial killer guiado por uma entidade maligna, um espírito errante que atravessa o mundo dos vivos com um único propósito, continuar matando. Não há acaso, há condução. Ao seu lado, o psicobiofísico Dr.
Tales Eduardo Vieira tenta traduzir o inexplicável, utilizando a física quântica como uma ponte entre ciência e abismo. Mas quanto mais avançam, mais evidente se torna que a realidade não é um limite, é apenas uma camada.
E à medida que a investigação se aprofunda, torna-se cada vez mais difícil estabelecer fronteiras claras entre o que é vivido, o que é lembrado e o que, possivelmente, nunca deixou de existir.
A Escultora desenvolve uma narrativa que articula arte, investigação e elementos do desconhecido para refletir sobre os limites da experiência humana e as zonas onde realidade e percepção se tornam indistintas.
Juntos, eles se aproximam de uma verdade insuportável, a mente humana não é um espaço isolado, mas um território habitado por presenças, memórias e ecos de outras existências.
- Vidas já vividas.
- Mundos que persistem.
- Versões esquecidas de nós mesmos que permanecem, observando, sussurrando, atravessando.
A Escultora é o primeiro livro dessa coleção intitulada “ZONA MORTA”.
Porque, na escuridão, nada se perde, apenas espera.
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