Sobre o livro
Vivemos um tempo em que a guerra se reconfigura. Já não é mais travada exclusivamente entre Estados-nação ou forças armadas regulares. O campo de batalha moderno é difuso, transnacional e frequentemente terceirizado.
Surge, nesse cenário, o agente híbrido: a Firma Militar Privada (FMP), também chamada de Empresa Militar e de Segurança Privada (EMSP).
Este livro nasce da necessidade de compreender como o Direito Internacional Humanitário — particularmente a Convenção de Genebra de 1949 e seus Protocolos Adicionais — dialoga com este novo ator. Como enquadrar empresas privadas que participam de conflitos armados? Como responsabilizá-las?
E mais importante: como proteger civis quando a guerra é delegada? Falo aqui não apenas como estudioso das relações internacionais, mas como correspondente de guerra que testemunhou de perto os efeitos da atuação dessas firmas, seja no Dombass, na Ucrânia, ou nas ruas em ruínas de Gaza.
Esta obra não busca demonizar ou santificar tais empresas, mas submetê-las ao crivo da legalidade internacional. Trata-se de um convite à análise crítica, com base normativa e empírica, sobre um dos temas mais urgentes da segurança internacional contemporânea.
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