A Bela do Cemitério: Esfinge não decifrada, submersa na moldura líquida
Por Olímpio Alves de MenezesSobre o livro
Capital do Rock desgarrada da sua verdadeira identidade, tal a transformação ocorrida após 64 anos de inauguração da Nova Cap. Mas como imaginar de outra forma a cidade de Juscelino Kubitschek tendo assistido seus primeiros dias de acampamentos de trabalhadores nordestinos?
Quem fez em 5 anos o que era para ser feito em 50, o que poderia de esperar do impulso bumerangue no futuro 2024? Os primeiros dias da Capital se foram para sempre, sem deixar vestígios.
Gigantismo onde havia aquela multidão de trabalhadores nordestinos, nortistas, paulistas, depois os funcionários do Rio de Janeiro, verdadeiros embaixadores do que se poderia chamar de República dos Estados Unidos do Brasil.
Qualquer semelhança com o DF de hoje seria apenas coincidência. Trata-se de ficção romanceada de affair ocorrido nos primeiros dias do chamado “Brasil Grande” de verdade. Havia aquela atmosfera impregnada de feromônios presentes naquelas mulheres pioneiras e respondida por assobios de pedreiros no alto das construções palacianas. Mitsuo é apenas o diamante da coroa e a alta patente representa a usual mutuária dos recursos públicos neste País.
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