A banalização das coisas banais: ensaio cômico–filosófico sobre a lenta agonia do cotidiano com sentido
Por Micaelson MoraisSobre o livro
Este livro parte de uma provocação incômoda: se tudo virou espetáculo, até o que é trivial, o que resta da experiência humana? A pergunta não é retórica.
Ela guia uma investigação sobre os gestos, objetos, sistemas e hábitos que compõem a vida cotidiana e que, ao serem naturalizados, moldam silenciosamente nossas formas de existir, produzir, desejar e obedecer.
A partir de exemplos históricos, econômicos, tecnológicos e culturais, percorremos a longa trilha daquilo que foi considerado secundário demais para ser levado a sério.
Das tabuletas de argila sumérias ao botão de “compartilhar”, das rotinas dos escravos da Antiguidade à performance emocional dos influenciadores, do riso de Chaplin às métricas de engajamento dos memes, emerge um retrato inquietante da condição contemporânea: uma sociedade que esvazia o sentido do mundo ao superexpor todos os seus sinais.
Mais do que uma crítica à superficialidade, o livro questiona o que torna algo digno de atenção e como esse critério é historicamente construído.
Ao fazer isso, sugerimos que a banalização não é apenas um efeito da cultura digital ou do excesso de informação, mas uma engrenagem profunda na organização da vida social, política e econômica.
Entre sacas de cevada, emojis, notificações e rotinas invisíveis, propomos um exercício de leitura crítica do ordinário. Não para dar a ele um brilho artificial, mas para compreender como o banal, quando esquecido, pode se tornar perigoso.
E como (re)apropriá-lo pode ser uma forma legítima de resistência.
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