A arte retórica de Aristóteles: uma conciliação entre Platão e os sofistas

Por Moisés do Vale dos Santos

Sobre o livro

Esta obra objetiva demonstrar que no pensamento retórico de Aristóteles existe uma conciliação entre duas concepções antagônicas acerca da arte retórica: a de Platão e a dos sofistas.

Sob a influência de Platão, Aristóteles procura preservar a prática retórica do relativismo moral, atribuindo à arte do discurso persuasivo uma função ético-política, que consiste tanto na defesa da verdade e da justiça na cidade como no fortalecimento das virtudes éticas dos cidadãos, cuja finalidade é o bem viver em geral.

Todavia, em relação à aproximação com os sofistas, Aristóteles sustenta que a função ético-política da arte retórica justificaria o emprego de todos os estratagemas retóricos disponíveis para obter a persuasão dos ouvintes, como o apelo emocional e a ênfase na expressão enunciativa, porque é censurável que a verdade e a justiça sejam vencidas pelos seus opostos.

Todavia, tais expedientes não podem ser mais relevantes para a argumentação que o uso do entimema – espécie de silogismo que se fundamenta sobre probabilidades e sinais.

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