A arte de ganhar dinheiro: 20 regras de ouro

Por P.T. Barnum

Sobre o livro

O desejo de enriquecer é legítimo e não deveria ser tolhido por ninguém. Pelo contrário: deveria ser incentivado, pois sempre que alguém enriquece, as chances de pessoas ao seu redor serem igualmente beneficiadas aumentam. Quem é prospero obtém crescimento patrimonial para si mesmo e para sua família. A depender de sua capacidade de ajudar os outros, a prosperidade é estendida para sua comunidade, depois para sua cidade e assim por diante.

Cícero, jurista da Roma Antiga, já afirmava que a riqueza de um cidadão é também a riqueza da sua república – e poucas repúblicas, na história, foram tão ricas e prósperas quanto os Estados Unidos no século XIX. É neste contexto que P. T.

Barnum, promotor de eventos, empresário e político bem-sucedido, escreveu “A arte de ganhar dinheiro”, obra publicada em 1880, quando ele já tinha por volta de 70 anos de idade, além de experiência e patrimônio suficiente para justificar sua autoridade no assunto.

Poucos conterrâneos atingiram a combinação de riqueza e fama conquistada por Barnum, a despeito de seus métodos para atrair consumidores, via publicidade sensacionalista, terem sido questionados ao longo do tempo.

As atrações excêntricas de seu museu – e posteriormente de seu circo – nem sempre eram autênticas, mas no fundo, o que ele oferecia para o grande público era puro entretenimento como válvula de escape para uma realidade que nem sempre era agridoce, mesmo na América.

Um século e meio depois, é preciso ter senso crítico para ler sobre os ensinamentos legados por P. T. Barnum. O contexto histórico precisa ser considerado, tanto em termos tecnológicos como em termos monetários.

A inflação acumulada no período faz o leitor do século XXI perder a referência dos valores necessários para manter uma família durante um ano.

E se o conselho para ler jornais impressos parece datado como costume, o conceito de se manter informado por fontes confiáveis de notícias prevalece, pouco importando o tipo da mídia.

Assim podemos interpretar as 20 regras de ouro relatadas por Barnum: separando o que é típico de um lugar e de uma época daquilo que se revela atemporal e universal, de modo que o autoconhecimento, que nos faz identificar qual é a nossa real vocação, é apenas o ponto de partida para uma jornada que não visa apenas o enriquecimento material, mas considera também a preservação da boa saúde e da integridade moral.

Este livro deveria ser lido por todos, mas especialmente pelos os mais jovens. Foi pensando neles que procedemos com a tradução do texto originalmente publicado em inglês.

Embora nosso objetivo tenha sido preservar o conteúdo ao máximo, fizemos algumas pequenas alterações para facilitar o entendimento por parte dos fluentes em português.

Dentre elas, dividimos alguns parágrafos extensos em dois ou mais parágrafos, visando equalizar a cadência da leitura no formato eletrônico.

Cabe informar, por fim, que adicionamos ilustrações inéditas ao longo da introdução e dos 20 capítulos com as regras de ouro para fazer dinheiro, segundo Barnum. Os desenhos, porém, foram desenvolvidos como se um artista da época tivesse sido contratado para a tarefa. Esta é a nossa singela contribuição para uma obra tão rica na sabedoria da vida.

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