A Arte de Advogar: Entre Telas Jurídicas

Por Carlos Pessoa de Aquino

Sobre o livro

Com esta obra que o leitor tem em suas mãos, Carlos Pessoa de Aquino demonstra ser um ouvinte atento à lição de Horowitz.

Aquela complexa modulação entre razão, técnica e coração resultou neste livro – um volume que tem uma só temática, um único assunto, um argumento apenas: o exercício constante da sensibilidade, transmutada em múltiplas linguagens verbivocovisuais. É disso que trata este livro: sensibilidades.

Seja em artigos técnicos em que o autor desenvolve seus argumentos jurídicos, demonstrando sua paixão pela tribuna advocatícia, seja nos discursos que proferiu em circunstâncias e auditórios diversos, seja nos ensaios em que comenta a prosa de Machado de Assis ou a poesia de Augusto dos Anjos, seja em suas coloridas telas reproduzidas entre os capítulos ou nos poemas transcritos aqui e ali, a sensibilidade de Carlos Aquino é a matéria, a questão, a tese, a trama e o objeto desta coletânea.

Com este livro, Pessoa de Aquino desmistifica aquele velho lugar comum segundo o qual a única ferramenta expressiva do advogado é a palavra empoeirada da lei ou do contrato. Hoje, as telas do direito são múltiplas – podem ser telas digitais, virtuais ou até mesmo coloridas telas de algodão ou linho.

À semelhança de Paul Klee, Carlos Aquino demonstra que tudo é linguagem para se falar de e com sensibilidade. Com canetas ou pincéis. Afinal, a sensibilidade pode habitar em muitas moradas. Do Prefácio de Marcílio Toscano Franca Filho

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