Cro–Magnon: A História e o Legado dos Primeiros Seres Humanos Modernos da Europa
Por Charles River EditorsSobre o livro
Em março de 1868, em um abrigo rochoso no sudoeste da França, trabalhadores ferroviários se depararam com crânios humanos, ferramentas de pedra lascada e ossos de animais relativamente modernos.
O geólogo francês, Louis Lartet, realizou escavações para investigar o abrigo rochoso de calcário e acabou encontrando quatro esqueletos parciais e ornamentos de concha, marfim e chifre de rena.
Dada a natureza secular do que se encontrou, os espécimes foram nomeados em homenagem ao Abri de Crô-Magnon (abri = abrigo de rocha, e crô = buraco) em que foram descobertos.
Alguns dos achados notáveis do abrigo rochoso foram: Cro-Magnon 1, um crânio masculino quase completo (com exceção dos dentes) e restos de seu esqueleto; Cro-Magnon 2, vestígios incompletos de um crânio feminino e Cro-Magnon 3, restos parciais de um crânio masculino.
Baseado no que foi encontrado, o local provavelmente data da Era do Pleistoceno Superior há cerca de 32-30 mil anos.
Dos três crânios descobertos, o Cro-Magnon 1 foi considerado o espécime exemplar da “raça” (um conceito artificial da época) europeia Ocidental, mesmo não apresentando características mais graciosas que os outros dois crânios e não sendo assim tão semelhante a eles.
Os Cro-Magnons eram Homo sapiens, e as características mais marcantes da espécie são os traços culturais que aparecerem nos registros arqueológicos. Ferramentas passaram a ser produzidas com diversos materiais.
As pessoas viajavam por longas distâncias ou realizavam trocas para a aquisição de materiais específicos para as ferramentas.
Materiais simbólicos tornavam-se cada vez mais comum entre eles; pinturas rupestres, estatuetas, contas de conchas, pingentes e até enterros eram mais comuns entre humanos modernos do que entre Neandertais, e este pensamento abstrato pode ter ajudado a espécie a obter maior sucesso em adaptações do que outros humanos contemporâneos.
Enquanto no Século 21, os cientistas podem se referir aos Cro-Magnons como os primeiros seres humanos modernos europeus, a situação não era a mesma quando restos mortais de Cro-Magnons foram descobertos pela primeira vez.
Na Europa do Século 19, houve um debate nacionalista sobre onde os “primeiros” europeus teriam surgido e, a mistura entre conceitos nacionalistas e hierarquia cultural preeminentes na Europa fez da compreensão científica do papel dos Cro-Magnons dentro da evolução humana um processo lento.
É necessário, portanto, olhar para a história biológica dos Cro-Magnons e para a história cultural européia antes da análise e compreensão de como restos mortais de Cro-Magnons foram vistos e usados nos últimos séculos.
Cro-Magnon: A História e o Legado dos Primeiros Seres Humanos Modernos da Europa analisa como estes primeiros Homo sapiens chegaram a Europa, suas interações com os Neandertais e mais. Junto com fotos que retratam pessoas, lugares e eventos importantes, você aprenderá sobre os Cro-Magnons como nunca antes.
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