Contos d’Aldeia
Por Alberto Leal BarradasSobre o livro
A GUERRA Logo abaixo dos aäudes, ficava de uma banda do rio a azenha do Euzebio moleiro, e da margem opposta, um pouco mais abaixo, a azenha do tio Anselmo. Eram dous velhotes viuvos, de bons sessenta annos, e amigos desde creanäas.
Para contradicäào do anexim popular, estes dois moleiros queriam-se como dois irmàos, a despeito de serem do mesmo officio. Parece que o rio, n’aquelle sitio, era atæ mais pittoresco!
Por detraz das azenhas descia a enfesta de uma cerrada deveza de carvalhos e sobreiros, com o atalho aberto ao meio, que era por onde seguiam os machos carregados com os taleigos da fornada. Mesmo Þ ourela havia alguns amieiros e choupos, que se debruäavam sobre o rio.
As aguas cahidas nos aäudes, vinham costeando uma gandara, escondiam-se em meio de um canavial, e surgiam depois mais limpidas atæ Þs rodas do moinho, que as marulhavam e batiam constantemente.
No verào, quando a levada era minguada, os dois velhotes visitavam-se a miudo, atravessando destemidamente pelas poldras; mas, quando as chuvas do outomno principiavam a tornar o rio caudaloso, limitavam-se entào a falar d’um lado para o outro. Era triste! JÞ tào velhotes! E depois dizia o Euzebio
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