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MADAME AMÁLIA BOTELHO, O AVIADOR E O MALANDRO: Venturas e Desventuras de um Estrangeiro na Antiga Lapa – LIVRO 2
Por Américo Luís Martins da SilvaSobre o livro
“MADAME AMÁLIA BOTELHO, O AVIADOR E O MALANDRO” é o segundo Livro da Série, onde as personagens protagonistas da estória se juntam mais três: Zé da Navalha, Jerônimo dos Açoes e Ester. Os quais o leitor terá oportunidade de conhecer melhor ao longo do livro.
Em relação à Lapa, até o início da Segunda Guerra Mundial, ela foi famosa região do alto e médio meretrício da cidade do Rio de Janeiro, com todos os seus cabarés, restaurantes, bares, biroscas e bordéis, nos mesmos moldes de Pigalle e Montmartre, em Paris.
Um artigo de Luís Martins, publicado em jornal que circulou em 1972, menciona que a Lapa, “a rigor, seria apenas o largo e a rua que têm seu nome. Exatamente como Pigalle: C’est une place. C’est une rue. C’est même tout um quartier…
Esse quartier espalha-se do Passeio Público às encostas do morro da Santa Teresa, da avenida Augusto Severo aos Arcos, estende-se por outros bairros (o início da rua da Glória é ainda Lapa, assim como, do lado oposto, a rua das Marrecas também o era, antigamente).
Seus limites são imprecisos, fluidos, arbitrários, convencionais […] Muito antes de 1935, ela chegava até as margens da baía de Guanabara, onde desembocavam a rua Joaquim Silva e o beco dos Carmelitas. O aterro da praça Paris afastou a Lapa do mar. A geografia lapiana é complicada.
Aquele labirinto de ruelas que se cruzam, que se entortam, que sobem e descem ― Joaquim Silva, beco dos Carmelitas, Morais e Vale, Taylor, Conde de Lage (que tem a forma de um ‘L’ deitado), Teotônio Regadas, travessa do Mosqueira ―, desorienta a quem o percorre pela primeira vez”. Bom!
Fosse o que fosse a Lapa, na década de 1940, ela deixou de ser Lapa. Como disse Ruy Castro, em sua crônica Noites da Lapa,“uma cruzada policial moralista fechou bordéis, expulsou prostitutas, perseguiu malandros e varreu a boemia.
As velhas casas continuaram no lugar, escorando-se umas às outras nas ruas tortas de sempre, só que, de repente, esvaziadas dos prazeres, poesia e música e seus homens.
Em meados dos anos 1940, a Lapa já se reduzira a famílias que só se deitavam de pijama e camisola e a algumas profissionais desavisadas, cujos corpos pareciam esfarinhar-se ao ritmo agônico das últimas casas ‘suspeitas’.
Sanitizada de seus pecados, a Lapa viu a cidade dar-lhes as costas e trocá-la por Copacabana”.
Portanto, seja pela reconstituição histórica, seja pela aventura contada de maneira acessível, a obra visa entreter o leitor sem deixar de transportá-lo para uma época que se perdeu no passado e o autor esforça-se por resgatar através das suas páginas.
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