Mirabeau e a Revolução Francesa

Por Charles Franklin Warwick

Sobre o livro

Segundo François Furet (1988), Mirabeau teve duas vidas: uma no Antigo Regime, frustrada apesar de lampejos de gênio; e outra durante a Revolução Francesa, que o levou à glória — embora não sem episódios inconfessáveis.

Poucos personagens históricos são tão complexos. Poucos dominaram as massas e desafiaram reis com a mesma intensidade com que foram odiados por seus pares. Mirabeau era amado pelo povo, temido pelo rei, desprezado pela rainha, invejado por La Fayette e Necker. Tentou salvar a monarquia — e morreu antes de concluir sua obra.

A Revolução Francesa, cenário dessa trajetória, não foi um bloco único. Com suas contradições e agentes variados, ela representa o nascimento do mundo moderno. Teve dois marcos inaugurais: a queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789 (seu surgimento simbólico), e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 26 de agosto do mesmo ano (seu nascimento jurídico).

Mirabeau, figura central dessa primeira fase, viveu entre o escândalo e o heroísmo. Após sua morte, foi enterrado no Panteão como herói — e depois exumado como traidor, com suas cinzas lançadas ao vento durante o Terror.

Esta obra mergulha na vida fascinante e contraditória de Mirabeau, revelando os bastidores da Revolução Francesa e os dilemas morais e políticos de um homem que ousou enfrentar seu tempo.

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