Sobre o livro
Prólogo Certamente que ainda não entendo as razões por que pessoas do meu convívio contam-me histórias de seus momentos de vida.Algumas dentre elas contam-me desde ferrenhas mágoas a simples quixumues, desabafam em meus ouvidos tudo quanto lhes pesam os sentidos, desafogam o incômodo de suas mentes.
Costumo esquecer tudo quanto me é dito em segredo ou em simples desabafo vivido por esta ou aquela pessoa que se dispôs a contar-me algo de suma importância para si. Esta história me foi contada por diversas vezes.
contava-se já mais de cinco anos e a pessoa ainda detalhava-me a mesma história, sempre recheada de palavras e cenas pornográficas. Impossível esquecê-la.
A princípio achei graça quando ouvi palavras obscenas saindo da boca de Marilene e Vanderlúcia, duas jovens que , século frequentavam as danceterias de Imperatriz “Maranhão” do final dos anos 60. século 20.
Em uma dentre as minhas muitas noites de insônia, farto de ver filmes via fita cassete, lembrei-me dessa história, apanhei caderno, caneta e comecei a escrevê-la. Porém tive o cuidado de não escandalizar a história. me vali da alusão de metáforas e ocultei as tórridas cenas de sexo.
Logo após escrever em caderno, datilografei em máquina de escrever, encadernei, fiz um livro, reli e engavetei. Dias depois uma amiga veio à minha casa, Eu morava só. Conversamos bastante. Fizemos almoço e amoçamos.
O manuscrito estava sobre a mesa de escrivaninha, Maria Lúcia o pegou, leu o primeiro capítulo, perguntou se podia levar para ler em sua sua casa. eu disse que sim.
Duas semanas após, Maria Lúcia voltou a me visitar, trouxe o manuscrito consigo, disse que gostou da história; porém alegou puritanismo, aconselhou-me a tirar o véu dos personagens, que eu escrevesse exatamente o que aconteceu. Disse que eu havia escrito um livro de literatura hot.
Achei graça e perguntei: — Que porra é essa, Maria Lúcia. — Você ainda não se deu conta de que as mulheres do seu livro são altamnete sensuais, livres, donas de si e visivelmente despudorosas, eróticas, que tomam a iniciativa e sempre pegam o homem que desejam!?..
Êta porra!, como eu gostaria de ser como esssa Maria Piedade e essa Francisca que desejou e pegou o amante de sua prima… e crau!, disse-me Maria Lúcia, e mais outras coisas viu e me disse.
Confesso que fiquei surpreso com a visão de Maria Lúcia, e mais ainda por ter me aconselhado a contar a história exatamente como aconteceu.
Então, Maria Lúcia, reescrevi tudo conforme você me aconselhou, pois dei-me conta de que o que me pareceu ser um caso de amor ou paixão desenfreada, era simplesmente sexo, puro erotismo. .
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