O sertão que eu conheci

Por Claudionor O. Queiroz

Sobre o livro

Por sua singularidade é totalmente impossível ter acesso ao vivido do outro, a não ser através da memória que transformamos em linguagem. Por isso, este sertão das Lavras Diamantinas vai lhe parecer estranho, incoerente talvez. Afinal, quase todos os que irão ler este livro, terão vividos de um sertão moderno, inserido na sociedade de consumo. Pode ser que esse nosso sertão lhe seja um choque.

Este é um sertão antigo, peculiar, onde as leis estavam de acordo com os desejos de alguns, onde a palavra empenhada tinha mais força que os estatutos. É esse sertão que lhe convidamos a conhecer pelo olhar de quem o viveu.

Sele seu cavalo, pegue seu bornal de carne-seca e farofa, sua capa de crina e caminhe com o autor pelas trilhas antigas e tente vê-lo pelos seus olhos. Certamente descobrirá, ao final, que o sertão é, ainda, um “mundão véio sem portêra!”

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