A Revolta que não Houve: Adhemar de Barros e a Articulação contra o Golpe Civil–Militar (1964–66)
Por Carlos Henrique dos Santos RuizSobre o livro
Em 1º de abril de 1964, é derrubado o presidente constitucional da república João Goulart, consolidando o Golpe Civil-Militar, depois de uma Crise de Hegemonia.
No entanto, o novo período não foi de tranquilidade política, havendo tanto contestações e tentativas de revolta por grupos de oposição quanto disputas entre os grupos políticos no poder, que ficaram polarizados entre os “moderados” e os “duros” para definir qual seria o projeto hegemônico dirigiria o Bloco Histórico.
De início, muitos participantes e apoiadores do golpe acreditavam que os militares logo devolveriam o poder aos civis.
Mas com a prorrogação do mandato do General Castelo Branco e a consequente cassação de expoentes históricos civis que apoiaram o golpe, como Juscelino Kubitschek, outras lideranças começaram a perceber que um grupo dos militares procurava se hegemonizar no poder e estava conquistando espaço, com projeto político próprio.
O Governador de São Paulo, Adhemar de Barros, entendeu que seria o próximo político a ser cassado.
Face à impopularidade do regime devido à crise econômica, ele se alia a vários grupos políticos descontentes distintos, entre os quais a esquerda nacionalista e ligada ao PCB, e a militares descontentes, como o General Amaury Kruel, entre outros, articulando-se com ele à frente de um contragolpe.
No entanto a revolta não aconteceu, e Adhemar de Barros teve o mandato de governador cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos, terminando “A Revolta que não Houve”.
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