O algodão doce, a feijoada e o pipoqueiro no Brasil contemporâneo

Por William Hiroshi Abeno Ronchi

Sobre o livro

Esta crônica-literária-narrativa-dialógica – versa sobre uma – história; contada, percebida e concebida – enquanto objeto de reflexão para o cotidiano vivido – expressada por um trabalhador urbano com sua barraquinha de venda de pipocas.

Durante a descrição narrativa posta pela crônica em questão – emergem personagens importantes.

A contextualização, pronuncia-se, através de um domingo de manhã – onde nenhum comércio – estava aberto naquele momento – e que a interação entre a menininha japonesa e a menininha negra – se faz a respeito de seus respectivos pedidos para o tio pipoqueiro da barraquinha…

A menina japonesa – queria feijoada e a menina negra – queria algodão doce. Infelizmente, ao desenrolar da história e seus nuances… o tio pipoqueiro – revela suas limitações e acaba – sendo sincero – na não possibilidade de atendê-las – com suas exigências.

De modo surpreendente – acontece um fenômeno que transformou aquele dia – de uma forma inesquecível. Do nada, após lamento do pipoqueiro, ao não poder atendê-las – com seus pedidos, ambas choraram.

Felizmente para a grande surpresa – daquele dia e momento – surge do nada um menininho de rua com seu companheiro fidedigno – o ursinho de pelúcia – todo sujo. O menininho é de origem pobre e apesar dos pesares – sem pensar em nada – buscava a sua pipoca doce com o tio pipoqueiro.

Porém, entretanto, todavia – o menino tinha – apenas uma moedinha de 1 real – na mão. Ao mesmo tempo, o tio pipoqueiro revelou que o pacote de pipocas tanto doce, quanto salgadas custava – dois reais.

Do nada, o menininho começou a chorar e imediatamente as meninas que estavam ao seu lado pararam de chorar. Elas indagaram e perguntaram para o tio pipoqueiro – Por que esse menino está chorando? De repente o tio pipoqueiro – toma uma atitude inusitada.

O tio intervém – dizendo – ” agora que me lembrei meninas – ele combinou comigo – que levaria três pipocas doce – e que só faltava 1 real (R$) – para levar tudo. (Isso mesmo sabendo que ele não tinha vendido nenhuma pipoca naquele dia).

Na evolução e desenvolvimento da crônica-literária-narrativa-dialógica, a trama continua – com o menininho presenteando – as meninas – com duas pipocas. Do nada – logo após o ocorrido – as mães das meninas aparecem.

Ambas – perguntam – ao tio pipoqueiro – se suas respectivas filhas – acertaram a pipoca com ele. Do nada, o menino de rua exclama: – “Fui eu que acertei”. As meninas reafirmaram que sim e que ele foi muito gentil conosco.

No entanto – uma das mães – ficou com dúvida e questionou – o tio pipoqueiro – blaterando – ao dizer: Por que – que esse menino – todo sujo acertou a pipoca da minha filha?

O menininho e as meninas ficaram com medo naquele momento – simultaneamente de modo inusitado – o menininho de rua – corre para abraçar – o tio pipoqueiro – no sentido de protegê-lo, sem dizer nada.

De modo espontâneo e compreendendo a atitude do menino de rua, a mãe que indagou o tio pipoqueiro – reconheceu que agiu – sem pensar. Ao mesmo tempo, observando o semblante do tio pipoqueiro e do menino de rua – a mãe acaba pedindo desculpas pelo ocorrido.

Após o clima de tensão, as duas meninas correm para os braços do tio pipoqueiro e do menininho. Assim, ambos e ambas – se abraçam coletivamente e de forma fraterna. Daí a importância da razão e emoção – juntas nesta breve e singela história.

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