Sobre o livro
“NÃO HÁ VAGAS” é uma coletânea de crônicas poéticas de V. Bagarote, escritas ao longo dos últimos anos. De cunho político-social, mas não político-partidário, aborda os diversos problemas e as diversas dores da sociedade brasileira contemporânea.
Aparece como uma resposta ao seu intertexto “Não Há Vagas”, de Ferreira Gullar, bem como referencia outros poetas e outras obras de poesia social, como “Navio Negreiro”, de Castro Alves.
“NÃO HÁ VAGAS” é um grito visceral que a muitos emocionará, a outros tantos inspirará e quem sabe até ofenda alguns, afinal, a crítica social existe justamente para gritar as injustiças e abusos, e onde há corruptos e abusadores apontados há também corruptos e abusadores ofendidos, ameaçados.
A arte não há de se calar nas injustiças, e nem o deve, pois é pela arte que se expressa o que d’outra forma, pela linguagem convencional, não seria possível expressar; pela arte é que, nas palavras de Nélida Piñon, o escritor se torna o outro e traz à tona os sentimentos e impressões que este outro não consegue, engasgado, cuspir, desabafar.
Essa é a função social da literatura, e por isso o poema não pode se fechar no eu poético narcisista, e por isso, mais do que uma declamação, “NÃO HÁ VAGAS” é uma conclamação ao poeta e à poesia, à arte e aos artistas, para que se abram ao homem com estômago, à mulher de carne e osso, ao preço do feijão.
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